País
"Já ninguém fala de corrupção". Sócrates volta a ser ouvido em tribunal para se defender
José Sócrates volta a tribunal, um ano depois das últimas alegações sobre a Operação Marquês, a pedido próprio para voltar a falar, num requerimento apresentado no final de junho. Apontando culpa ao sistema judicial e à comunicação social, o ex-primeiro-ministro diz que tem de se defender e provar a própria inocência.
Apesar de ainda não ter advogado, José Sócrates decidiu ir na mesma a tribunal.
"A partir do dia 14 de novembro, fiquei sem advogado. E a responsabilidade não é minha. O meu advogado decidiu renunciar e, quando um advogado renuncia, é em função da sua própria consciência. Não fui consultado para isso", afirmou o antigo primeiro-ministro quando questionado pelos jornalistas.
Por esse motivo, Sócrates acredita que não pode "ser responsabilizado" por isso nem pelas "atitudes dos outros advogados".
Questionado sobre o que pretende dizer em tribunal, considerando a situação, o ex-governante socialista respondeu que vinha "fazer declarações de arguido".
"Se me permitem: eu enfrento há 12 anos uma acusação falsa de corrupção e agora já ninguém fala da corrupção, como se isso não tivesse importância nenhuma". E apontando o dedo à comunicação social, afirmou: "o jornalismo português quer, tal como o sistema judicial, transformar a presunção de inocência numa presunção de culpabilidade".
"Eu tenho de me defender por forma a provar a minha inocência. Já não é Estado que tem de provar a culpa das pessoas".
"A partir do dia 14 de novembro, fiquei sem advogado. E a responsabilidade não é minha. O meu advogado decidiu renunciar e, quando um advogado renuncia, é em função da sua própria consciência. Não fui consultado para isso", afirmou o antigo primeiro-ministro quando questionado pelos jornalistas.
Por esse motivo, Sócrates acredita que não pode "ser responsabilizado" por isso nem pelas "atitudes dos outros advogados".
Um dos pontos que está por explicar tem que ver com a origem dos 34 milhões de euros. Alegadamente foram escondidos nas contas do amigo Carlos Santos Silva. Há ainda mais explicações que José Socrates terá de dar como por exemplo as entregas de envelopes com dinheiro, e a casa de Paris.
"Se me permitem: eu enfrento há 12 anos uma acusação falsa de corrupção e agora já ninguém fala da corrupção, como se isso não tivesse importância nenhuma". E apontando o dedo à comunicação social, afirmou: "o jornalismo português quer, tal como o sistema judicial, transformar a presunção de inocência numa presunção de culpabilidade".
"Eu tenho de me defender por forma a provar a minha inocência. Já não é Estado que tem de provar a culpa das pessoas".
Voltando a dizer que "ninguém fala de corrupção", incluindo a comunicação social, Sócrates considerou que era porque as notícias eram a seu favor.
"Não convinha ao Ministério Público", frisou.
Filipe Batista é o nome sugerido para assumir a defesa de José Sócrates. Informação que o próprio confirmou: "já nomeei o doutor Filipe Batista".
O problema, apontou, é que "a senhora juíza não quer dar tempo a ninguém".
O problema, apontou, é que "a senhora juíza não quer dar tempo a ninguém".